Gosto muito de novos começos. Pode parecer uma redundância: o “novos” e os “começos”, mas a intenção é mesmo essa. Não por os começos serem sempre novos, mas porque são sempre uma oportunidade de sermos novamente quem gostávamos de ter sido. Dizem que as pessoas só se apaixonam quando ainda não se conhecem e eu reforço que é por isso que se apaixonam: porque podem imaginar o que quiserem que a outra pessoa seja. Podemos querer que ela seja o que nos faltou. Ou o que achamos que nos faz feliz. Ou o que achamos que falta a essa pessoa. Ela não passa, por isso mesmo, de uma representação de nós mesmos. Ou seja, apaixonamo-nos pelo que somos. Pelo que achamos que somos. Pelo que achamos que nos falta. Ou pelo que gostávamos de ser?

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