Eu estava ali. Estava só ali. A medir o tempo com a ponta dos dedos e a olhar a porta do teu prédio a contar os segundos. O João estava no telefone a dizer-me para esperar só mais cinco minutos e depois desaparecer. E eu esperava e esperava que aparecesses de repente vindo do táxi a dizer que tinhas perdido o telefone e não me tinhas conseguido avisar, que te tinham mantido cativo no bar ou que tinhas tido de ajudar em bêbado a chamar um táxi.

Chegaste calmo, paciente e de sorriso nos teus olhos meigos que nos amolecem e suavizam tudo. Estendeste-me as mãos, pediste desculpa. E eu fiquei.

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