Ás vezes é bom já termos idade suficiente para sabermos o fim das nossas histórias porque já vivemos várias vidas e sabemos reconhecer os padrões. Sabemos que os melhores beijos são os que não têm futuro e que as palavras que nos dizem são tatuagens marcadas do lado de dentro da pele e funcionam como o uncanny. São um mecanismo de defesa na nossa memória que nos mostra que já passámos por isso. Acima de tudo, o que mais aprendi com os meus padrões, é que as coisas só existem quando lhes damos um nome e vejo-me cada vez mais a dizer “não quero falar sobre isso” e a justificar a escolha de cada padrão com “já não tenho dezoito anos”.

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